Num dia, um qualquer, se te disser
que te vejo em toda a parte,
no café da manhã, no espelho,
na foto, sensual, no cinearte...
Os teus negros cabelos me seduzem,
acaricio-os em sonhos antes de deitar,
passo os dedos nos anéis que reluzem,
afago-os de mansinho preparado para sonhar...
Passo, extasiado, o dia todo nisto,
no céu, no mar, nas estrelas em viagem,
que quebranto me quedaste, que feitiço...
que em tudo vejo a tua serena imagem,
E os meus dedos continuam lá,
bebendo o perfume do teu cabelo,
pois não sabes que é difícil,
gostar-te com desmesurado desvelo...
Num dia, um qualquer,
digo-te...
Jorge Ramos
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