Dormi contigo toda a noite
junto ao mar, na ilha.
Eras doce e selvagem entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Os nossos sonos uniram-se
talvez muito tarde
no alto ou no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento agita,
em baixo como vermelhas raízes que se tocam.
O teu sono separou-se
talvez do meu
e andava à minha procura
pelo mar escuro
como dantes,
quando ainda não existias,
quando sem te avistar
naveguei a teu lado
e os teus olhos buscavam
o que agora
– pão, vinho, amor e cólera –
te dou às mãos cheias,
porque tu és a taça
que esperava os dons da minha vida.
Dormi contigo
toda a noite enquanto
a terra escura gira
com os vivos e os mortos,
e ao acordar de repente
no meio da sombra
o meu braço cingia a tua cintura.
Nem a noite nem o sono
puderam separar-nos.
Dormi contigo
e, ao acordar, tua boca,
saída do teu sono,
trouxe-me o sabor da terra,
da água do mar, das algas,
do âmago da tua vida,
e recebi teu beijo,
molhado pela aurora,
como se me viesse
do mar que nos cerca.
Pablo Neruda
terça-feira, 27 de novembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
Não preciso dizer por palavras que te amo...
Não preciso dizer por palavras que te amo
Sentes...
No meu toque em ti
No meu desejo
Beijos suaves e intensos
Eu...dentro de ti
Tu..fazes parte de mim
Nos teus gemidos de prazer
No mar...de amar que me ofereces
Nos meus carinhos
Nas tuas ondas de prazer
No meu calor
No teu vulcão...lava quente que escorre
no teu...meu corpo...
Não preciso dizer por palavras que te amo
Porque tudo em mim te revela o meu amor
A minha paixão...Toda eu em ti...
(Cris Anvago)
Sentes...
No meu toque em ti
No meu desejo
Beijos suaves e intensos
Eu...dentro de ti
Tu..fazes parte de mim
Nos teus gemidos de prazer
No mar...de amar que me ofereces
Nos meus carinhos
Nas tuas ondas de prazer
No meu calor
No teu vulcão...lava quente que escorre
no teu...meu corpo...
Não preciso dizer por palavras que te amo
Porque tudo em mim te revela o meu amor
A minha paixão...Toda eu em ti...
(Cris Anvago)
Sou Tua! Usas-me!
Acaricio meu corpo no calor da noite
Imagens formam em minha mente
Como se minhas mãos fossem as tuas
Percebo-as delicadas, lentas, nuas!
A sutileza dos meus pelos a se assanhar
Faz-me chegar à loucura
Passas-me a língua no rosto
Tomas minha boca, sugas-me.
Deixo-me levar! Sou tua! Usas-me!
Usas, e eu deixo! Gosto que me usas!
Exploro-te, abuso-te para meu prazer.
Conduzo-te ao meu gozo
Num forte e demorado torpor.
Bebes meu corpo, sacias tua sede!
Invade-me as entranhas, tens meus segredos.
E quando confundo teu corpo com o meu
Sinto teu leite e me aqueço em puro deleite.
Gozamos o gozo dos deuses
No amor que faz desfalecer
Aconchego-me ao meu travesseiro
Sinto teu corpo gostoso, teu cheiro.
Doce clímax de tê-lo tido por inteiro.
Luli Coutinho
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