quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Paula Abdul - Rush, Rush
You're the whisper of a summer breeze
You're the kiss that puts my soul at ease
What I'm sayin' is I'm into you
Here's my story, and the story goes
You give love
You get love
And more than heaven knows
You're gonna see
I'm gonna run, I'm gonna try
I'm gonna take this love right to ya
All my heart, all the joy
Oh, baby, baby, please
Rush, rush
Hurry, hurry lover, come to me
Rush, rush
I wanna see, I wanna see you free with me
Rush, rush
I can feel it, I can feel you all through me
Rush, rush
Ooh, what you do to me
And all I want from you is what you are
And even if you're right next to me
It's still too far away
If I'm not inside your arms
I get traumatic, baby, yes I know
But I need you
I want you
Oh, man, I love you so
You're gonna see
I'm gonna run, I'm gonna try
I'm gonna take this love right to ya
All my heart, all the joy
Oh, baby, baby, please
Rush, rush
Hurry, hurry lover, come to me
Rush, rush
I wanna see, I wanna see you free with me
Rush, rush
I can feel it, I can feel you all through me
Rush, rush
Ooh, what you do to me
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Quero...

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que
me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amaste antes.
Se não me disseres urgente repetido
eu te amo amo amo amo amo,
verdade fulminante que acabas
de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Quero...

Ah! Como eu quero,
ser o poema
que fale de amor.
Ser o eterno tema,
de perfume e flor.
Quero ser o jardim,
na primavera florida.
O brilho, a cor,
a vida sentida.
Quero ser a noite,
a beleza da madrugada,
a Lua tão linda,
tua poesia encantada.
Quero ter o calor,
que meu sol traz,
em dias tão quentes,
e que, me satisfaz.
Quero a energia,
teu vigor e teu dia,
para quando
a noite chegar,
em teus braços
tranquila descansar.
Quero ser o eclipse,
em teu encontro fatal.
Entre o sol e a lua,
o dia e a noite,
nesta entrega total...
Quero ser somente tua.
in http://www.sollua.com.br/
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Só um Mundo de Amor pode Durar a Vida Inteira

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Expresso'
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Directo à cabeça

Andavas tão sossegada
Longe dos sobressaltos
Nessa paz desinfectada
Tão sem baixos nem altos
E eu cheguei como um bandido
Que abafa os seus próprios passos
Sem ver o teu olhar ferido
Por marcas de outros fracassos
Accionaste o teu alarme
Trancaste as tuas janelas
Mas eu já tinha feito o cerco
E anulado as sentinelas
Depois quis armar tenda
No fundo do teu jardim
Inflamar a tua paz
Com o lume dum motim
Mas tu tinhas decidido
Que não ias gostar de mim
Porque tinhas prometido
Não cair noutra assim
Treinaste o teu coração
Não há ninguém que o aqueça
Mal vês perigo de paixão
Ligar directo à cabeça
Eu já tinha vindo embora
Já ia a dobrar a esquina
Tu viste chamar-me à porta
Numa fúria repentina
E pensar no que perdiamos
Já nem falo já nem penso
Felizmente que tiveste
Uma réstea de bom senso
Rui Veloso
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